Sábado, 1 de Março de 2008
Se morrer hoje morrem comigo as palavras
Todas as que sempre te quis dizer
Todas as que nunca te disse
Morre comigo o desejo de te ter
Possuir
Aquele sabor amargo da despedida
Morre comigo
A sensação de perder parte de mim
Sempre que acaba o abraço
Se morrer hoje, morre comigo a dor
A dor de quando não estás
A dor de quando chegas e não me vês
Morre comigo a vontade de te beijar
Amar
Aquela doçura de te ter perto
Morre comigo
A sensação de sermos um
Sempre que me abraças
Se morrer hoje, morre comigo o sorriso
O sorriso de quando olho para ti
O sorriso de quando chegas e me tocas suave
Morre comigo o sonho
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Sinto um suave embalar
O aperto doce de outra dança
Dois corpos balançando como um
Sigo o ritmo que me dás
O teu corpo fala com o meu
E deslizamos juntos em harmonia
Nada mais existe à nossa volta
Apenas Tu e Eu, Nós
Fico embriagada com o teu toque
O abraço que nos envolve
Não há musica que tenha fim
Quando estamos juntos
Os teus pés guiam os meus
As tuas mãos amparam o meu corpo
Seguro-me a ti como se fosses a minha vida
Sinto o teu respirar
O teu corpo a entrar no meu
Fecho os olhos e encosto-me mais
Deixo-te entrar sem reservas
Estamos a dançar a mesma música
Tu e Eu
Eu e Tu
Finalmente.
Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007
Há palavras que te quero dizer
Não as sei pronunciar
Há sentimentos que te quero descrever
Não os sei sentir
Há momentos que te quero passar
Não os sei viver
De tanto que te quero, esqueço-me
Esqueço que tenho vida para além de ti
Esqueço que sou pessoa sem ti
Esqueço que consigo adormecer de noite
E acordar a cada nova manhã
Esqueço que o dia passa com 24 horas
Esqueço que respiro, alimento-me
Choro
Rio mesmo sem ti
De tanto que te quero, esqueço-me
Esqueço que vivo sem ti
Alimento o meu ser sem ti
Passam dias e noites sem em ti pensar
Esqueço que sem ti sou quem sou
E não mudo por não te ter
Sou pessoa, sou mulher
Não sou menos
Não sou mais
De tanto que te quero, esqueço-me
Esqueço que ainda assim vivo
Esqueço que ainda assim respiro
Esqueço que ainda assim
Posso voltar a amar.
Domingo, 18 de Novembro de 2007
Por te amar
As palavras perdem o sentido
Ganhas vida em mim
Ouço a tua gargalhada
Vejo o brilho dos teus olhos
Brilho que me iluminou nas noites escuras
Sinto o teu aperto forte que me segurou
O teu cheiro... é como se estivesses ainda aqui
Ouvir-te chamar por mim
Estendes a mão para a minha
Seguras.-me com carinho
Não sobra espaço entre nós
Juntos eramos um
Nada nos separava
Por nos termos amado.
Palavras de amor há muitas
Juras ainda mais
Não preciso jurar-te amor eterno
Não preciso prometer-te o para sempre
Não preciso mas quero mais que tudo
Olhar-te nos olhos e dizer-te estas palavras
Quero ter-te aqui comigo
Sentir-te feliz
Por te amar, não to digo
Por te amar, não te tenho
Por te amar estás longe
Por te amar a ti, sei que não voltarei a amar
Por me teres amado a mim, sei que não voltarei a ser amada
E nem estas palavras sem sentido
Nem este afogar lento te trazem de volta para mim.
Sábado, 3 de Novembro de 2007
É esta a tortura a que me sujeito
Ter o teu toque em mim
Respirar do teu ar
Sentir-te assim
E ver-te sempre partir
Sem um olhar
Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Não sei se te quero dizer
O quanto te quero
Sentir o teu cheiro
Ficar com ele em mim
Não sei se te posso dizer
O aperto que me dá
Quando te afastas
A saudade que fica
O triste amanhacer
A te ter a me lado
Deitar-me sozinha
Pensar em ti
O teu olhar
Recordar o teu toque inocente
Imaginá-lo em mim
Não sei se me sabes
Como amante me quero dar
Não sei se te quero dizer
A tortura de não te ter
A falta do que não vivemos
Não sei se me reconheces
Como mulher que quero ser
Tudo o que te quero falar
Não sei se queres saber
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
Não sei o que esperar de ti
Olhas-me como se não houvesse amanhã
E quando o amanhã chega
Olhas como se eu não existisse
Dou um passo em frente
Recuas
Volto atrás... avanças
Não sei o que queres
Não sei se me queres
Como eu te quero a ti
Procuro os teus olhos
Encontro-os por instantes
Prendo esses momentos em mim
Transformo-os em eternidade
Cada um deles gravado na memória
Não sei o que sentes
Não sei o que devo sentir
Quero dar-me a liberdade
Amar-te sem medo
Medo de não ser amada
Como posso não ter medo?!
Não sei o que queres de mim.
Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Sinto um suave despertar
Lento libertar da alma
Sinto o refrescar
Uma brisa que me percorre
Flutuo na leveza do ser
Deixo a magia correr nas veias
Inundar todo o meu corpo
Esta nova sensação
Liberdade
Estranha calma
Maior a cada segundo
Inspiro a beleza
Esqueço a dor e a tormenta
Sinto um suave despertar
Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
O negro preenche-me
Tudo à minha volta está vestido de negro
O que sinto... vazio
O que desejo...
Tudo em mim está perdido
No lugar do coração
Um buraco negro
Absorve qualquer sentimento
Nada
É como se não houvesse motivo
Uma vida vazia
Corpo que vagueia sem sentido
E tudo se veste de negro
Tudo é oco
Nada faz sentido
Palavras são despejadas
Desesperadas
Não há esperança
Não há lugar
Não há antes nem depois
O agora... é isto
É nada
Esquecida
Perdeu-se a alma
E o negro ganhou vida.
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
Queria chorar por ti
Mostrar a tristeza que sinto
Queria deixar cair as lágrimas
Mostrar ao mundo a dor
Mas não chorei
Não sofri
Relembrei-te
Com a força que sempre te vi
A admiração com que sempre te olhei
Sempre atrás de olhos de criança
(Como me fazias sentir)
Com os teus braços sempre prontos
A agarrar-nos num aperto doce
Os teus beijos ruidosos
Sempre sinceros
Os teus olhos carregados de amor
Sofreste na vida, mas nunca te dobraste
Vejo-te sempre grande
Não conheci outra igual
E agora partes
Sinto a dor mas não choro
Relembro-te agora
Com o sorriso que te conheci
Sei que estás bem
Para ti, acabou-se o sofrimento
Agora descansa em paz.